Noticias Latinas
Verde

Hantavírus no MV Hondius: 3 mortos, navio chega a Tenerife em operação com 23 países

O navio de cruzeiro MV Hondius registrou três mortes confirmadas por hantavírus após partir da Argentina, chegando a Tenerife, nas Ilhas Canárias, em 10 de maio de 2026. A operação de evacuação e repatriação, envolvendo 23 países, foi supervisionada pessoalmente pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A Organização Mundial da Saúde confirmou que o risco de pandemia é baixo, mas o surto acendeu alertas internacionais.

Por Da Redação
Compartilhar en:
Hantavírus no MV Hondius: 3 mortos, navio chega a Tenerife em operação com 23 países

O navio de cruzeiro MV Hondius tornou-se o epicentro de uma crise sanitária internacional após registrar três mortes confirmadas por hantavírus durante uma expedição que partiu da Argentina. Em 10 de maio de 2026, a embarcação atracou em Tenerife, nas Ilhas Canárias (Espanha), onde uma operação de evacuação sem precedentes foi deflagrada com a participação de 23 países para repatriar cerca de 100 passageiros a bordo.

O agente causador do surto foi identificado como o vírus Andes (Andes virus), uma cepa do hantavírus particularmente preocupante por sua capacidade de transmissão entre humanos por contato próximo — característica que a distingue da maioria das outras cepas do vírus, que se propagam exclusivamente pelo contato com roedores infectados. A identificação dessa cepa elevou o nível de alerta das autoridades sanitárias internacionais, que passaram a monitorar de perto todos os passageiros e tripulantes da embarcação.

A origem do surto foi rastreada até um aterro sanitário localizado no extremo sul da Argentina, região que atrai grande número de observadores de pássaros — os chamados birdwatchers — devido à rica biodiversidade local. Acredita-se que passageiros do MV Hondius tenham tido contato com roedores infectados durante excursões à área, iniciando a cadeia de transmissão que resultou nas mortes e nos casos suspeitos a bordo.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, viajou pessoalmente a Tenerife para supervisionar o desembarque e coordenar a resposta internacional. A presença do mais alto representante da OMS no local sublinha a gravidade com que a organização tratou o episódio. Equipes médicas especializadas, autoridades de saúde pública e representantes diplomáticos de 23 nações se mobilizaram para garantir que os passageiros fossem repatriados com segurança e submetidos a protocolos rigorosos de monitoramento sanitário.

Apesar da gravidade do surto, a OMS emitiu uma avaliação tranquilizadora quanto ao risco global: segundo a organização, a probabilidade de o episódio evoluir para uma pandemia é baixa. A transmissão do vírus Andes, embora possível entre humanos, requer contato próximo e prolongado, o que limita sua capacidade de disseminação em larga escala. As autoridades reforçaram, no entanto, a importância de vigilância contínua e do isolamento preventivo dos passageiros repatriados durante o período de incubação da doença, que pode variar de uma a oito semanas.

Compartilhar en: