SUS registra 8,3 milhões de atendimentos a jovens e adolescentes com alta de 36%
O Ministério da Saúde divulgou que o Sistema Único de Saúde realizou 8,3 milhões de atendimentos a jovens e adolescentes, um crescimento de 36% em relação ao período anterior. O dado revela tanto a expansão do acesso à saúde pública quanto o aumento da demanda por cuidados nessa faixa etária no Brasil.

O Ministério da Saúde divulgou um dado expressivo sobre a saúde pública brasileira: o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 8,4 milhões de atendimentos a jovens e adolescentes, representando um aumento de mais de 100% em relação a 2022. O número coloca em evidência a crescente demanda por serviços de saúde entre a população de 0 a 19 anos e reforça o papel central do SUS como principal porta de entrada ao cuidado médico no país.
O que os números revelam
O crescimento de mais de 30% ao ano, nos atendimentos é significativo e vai além de uma simples variação estatística. Ele indica que mais jovens e adolescentes estão buscando — e encontrando — atendimento na rede pública de saúde. Esse movimento pode refletir tanto uma maior conscientização sobre a importância dos cuidados preventivos quanto uma ampliação efetiva da cobertura e da capacidade de atendimento do SUS em todo o território nacional.
O SUS como pilar da saúde juvenil
Em 2023 houve a ampliação de serviços de unidades Psico Sociais.
Para grande parte da população jovem brasileira, o SUS representa a única alternativa de acesso a consultas médicas, exames, vacinas, acompanhamento psicológico e tratamentos especializados. Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, a rede pública de saúde desempenha papel insubstituível na garantia do direito constitucional à saúde. O aumento nos atendimentos demonstra que o sistema tem conseguido alcançar essa parcela da população de forma mais abrangente.
Possíveis causas do aumento
Especialistas apontam uma combinação de fatores para explicar o crescimento expressivo nos atendimentos. Entre eles, destacam-se a expansão das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em regiões periféricas e rurais, o fortalecimento de programas voltados à saúde do adolescente, o aumento de casos de transtornos mentais e emocionais nessa faixa etária — agravados pelo período pós-pandemia — e campanhas de conscientização que incentivaram jovens a procurar atendimento médico com maior regularidade.
Saúde mental em destaque
Um dos fatores que mais contribuiu para o aumento da demanda entre jovens e adolescentes foi a crescente busca por apoio em saúde mental. Após os anos de isolamento social provocados pela pandemia de Covid-19, registrou-se um aumento considerável em diagnósticos de ansiedade, depressão e outros transtornos emocionais entre adolescentes. O SUS tem ampliado sua rede de atenção psicossocial para dar conta dessa demanda, com a criação de novos Centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSij) e a integração de profissionais de saúde mental nas equipes de atenção básica.
Perspectivas para a saúde pública
Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde reforçam a necessidade de investimentos contínuos e crescentes na rede pública de saúde voltada para crianças, jovens e adolescentes. Garantir que esse aumento de atendimentos seja acompanhado de qualidade, resolutividade e integralidade do cuidado é o principal desafio para os gestores de saúde nos próximos anos. A tendência aponta para uma demanda ainda maior, o que exige planejamento estratégico, formação de profissionais e ampliação da infraestrutura do SUS em todo o Brasil.
O que está afetando os jovens:
Segundo Flávia Anjos, psicanalista, os números são impactantes e “precisamos falar mais a respeito”. Segundo a especialista os estudos apontam que Telas e Redes Sociais contribuem para um prejuízo considerável ao aprendizado.
