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Cepa Andes: O que se sabe sobre a variante do hantavírus que pode ser transmitida entre humanos

Por Da Redação
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Cepa Andes: O que se sabe sobre a variante do hantavírus que pode ser transmitida entre humanos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou recentemente que o surto de hantavírus ocorrido em um cruzeiro de luxo foi causado pela cepa Andes. Diferente de outras variantes do vírus, esta linhagem específica acende um alerta na comunidade médica por uma característica rara: a capacidade de transmissão direta entre seres humanos.

O diferencial da cepa Andes

Tradicionalmente, o hantavírus é transmitido pelo contato com excreções (urina, fezes ou saliva) de roedores silvestres infectados. No entanto, a cepa Andes — predominante em países como Argentina e Chile — é a única variante conhecida capaz de se espalhar através do contato próximo e prolongado entre pessoas.

Embora a maioria dos casos ainda ocorra em ambientes rurais e agrícolas, o recente episódio em um navio demonstra que a transmissão inter-humana, embora considerada uma exceção, exige vigilância redobrada.

Como a doença se manifesta

A infecção por hantavírus pode evoluir para a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), uma condição respiratória grave com taxa de letalidade próxima a 40%.

Os sintomas iniciais costumam surgir de uma a oito semanas após a exposição e podem ser facilmente confundidos com uma gripe comum:

  • Febre e fadiga;
  • Dores musculares.

Após alguns dias (geralmente entre 4 e 10 dias), o quadro pode se agravar rapidamente para:

  • Tosse persistente;
  • Falta de ar aguda;
  • Acúmulo de fluido nos pulmões.

Diagnóstico e Tratamento

Identificar a doença nas primeiras 72 horas é um desafio para os médicos, já que os sintomas iniciais são genéricos. Atualmente, não existe um tratamento específico ou antiviral para o hantavírus.

O atendimento é focado no suporte hospitalar, o que inclui:

  • Hidratação rigorosa;
  • Repouso;
  • Uso de ventiladores pulmonares (em casos de insuficiência respiratória).

Prevenção: O melhor caminho

A principal forma de evitar a doença é minimizar o contato com roedores. Especialistas recomendam:

  1. Manter ambientes limpos: Evite o acúmulo de lixo ou entulho que possa atrair ratos.
  2. Cuidado na limpeza: Ao limpar locais fechados há muito tempo (como galpões ou porões), não varra o chão a seco nem use aspirador, pois isso pode suspender partículas do vírus no ar (aerossolização). O ideal é umedecer o local com água e desinfetante antes da limpeza.
  3. Vigilância em áreas de risco: Residentes ou viajantes para zonas rurais da América do Sul devem estar atentos a possíveis sintomas após atividades de campo.

    Saiba mais:

    https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hantavirose

    OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde)

A página da OPAS foca na situação da doença nas Américas, com detalhes específicos sobre a Cepa Andes (muito comum no Chile e Argentina) e as medidas de controle regional.

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