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Milei reforça alinhamento com EUA e Israel em visita oficial a Jerusalém

O presidente argentino reafirmou o apoio total às operações militares contra o Irã e confirmou a transferência da embaixada da Argentina para Jerusalém ainda em 2026.

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Milei reforça alinhamento com EUA e Israel em visita oficial a Jerusalém

O presidente argentino reafirmou o apoio total às operações militares contra o Irão e confirmou a transferência da embaixada da Argentina para Jerusalém ainda em 2026.

Em visita oficial a Israel, o presidente da Argentina, Javier Milei, consolidou o seu posicionamento como o principal aliado da coligação liderada pelos Estados Unidos e Israel na América Latina. Durante a sua passagem por Jerusalém, que começou neste domingo (19 de abril), Milei expressou apoio direto às ações militares contra o Irão, descrevendo o alinhamento como uma questão de "princípios fundamentais".

Transferência da Embaixada e Acordos Bilaterais

Um dos pontos centrais da visita foi o anúncio da mudança da embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém. A medida, que rompe com o consenso internacional seguido pela maioria das nações, coloca a Argentina ao lado de um pequeno grupo de países, incluindo os Estados Unidos e o Paraguai, que reconhecem Jerusalém como a capital oficial de Israel.

Além do simbolismo diplomático, a agenda de Milei incluiu reuniões com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Isaac Herzog para discutir parcerias técnicas e económicas:

  • Tecnologia: Acordos de cooperação entre órgãos de inteligência artificial de Israel e autoridades de inovação da Argentina.
  • Transportes: Negociações para a implementação de novas rotas aéreas diretas entre os dois países através da companhia El Al.
  • Segurança: A Argentina oficializou recentemente a designação de braços da Irmandade Muçulmana como organizações terroristas, coordenando esforços de segurança regional.

Reações e Tensões Regionais

O posicionamento de Milei gerou reações imediatas. O governo do Irão criticou duramente as declarações do presidente argentino, classificando-as como "anti-iranianas" e acusando-o de usar a política externa para desviar a atenção de questões internas da Argentina.

Historicamente, a relação entre os dois países é marcada pela tensão desde o atentado à sede da AMIA em 1994, em Buenos Aires, que a justiça argentina atribuiu ao Irão. Com este novo alinhamento, a Argentina afasta-se da neutralidade tradicional de outros blocos latino-americanos e assume um papel ativo na narrativa de defesa do que Milei denomina como "as democracias do mundo livre".

Foco no Cenário Global

A visita ocorre num momento crítico em que os EUA tentam consolidar coligações internacionais para manter o bloqueio naval no Estreito de Ormuz. Para analistas, a postura de Milei sinaliza uma mudança profunda na geopolítica do Cone Sul, priorizando laços estreitos com a administração de Donald Trump e o governo de Netanyahu em detrimento de parcerias regionais mais tradicionais.

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