Liberais "Pero no Mucho" Governo Milei Bloqueia Acesso de Jornalistas
Governo Milei bloqueia acesso de jornalistas à Casa Rosada alegando razões de segurança nacional. Entenda o impacto da medida na liberdade de imprensa na Argentina e a reação das entidades de classe.

Na última quinta-feira, 23 de abril de 2026, a administração de Javier Milei tomou uma decisão drástica na Argentina: o bloqueio do acesso de jornalistas credenciados à Casa Rosada, sede do Poder Executivo em Buenos Aires.
O bloqueio na prática
Profissionais que cobrem o cotidiano do governo foram surpreendidos ao descobrir que suas impressões digitais foram removidas do sistema biométrico de entrada. Relatos indicam que a Casa Militar, responsável pela segurança do palácio, passou a utilizar listas com fotos e nomes para barrar manualmente os comunicadores. Além disso, a tradicional sala de imprensa foi desativada temporariamente.
Justificativa de Segurança Nacional
O governo justifica a medida como uma resposta a uma reportagem do canal Todo Noticias (TN), que exibiu imagens de áreas internas restritas do palácio. O secretário de Comunicação, Javier Lanari, classificou o episódio como espionagem e alegou que as filmagens poderiam comprometer segredos de Estado. O presidente Milei reforçou a narrativa em suas redes sociais, acusando setores da mídia de violarem leis de segurança.
Reações e o debate sobre liberdade
Entidades de defesa da liberdade de expressão e associações de jornalistas classificaram a ação como censura e um ataque direto ao exercício profissional. A oposição e críticos do governo destacam a contradição entre o discurso libertário da gestão e a utilização do aparato estatal para restringir a fiscalização pública.
"Algum dia, essa escória jornalística imunda (95%) terá que entender que não está acima da lei. Eles abusaram dos precedentes legais. Isso não vem sem um preço",
acrescentou Milei em uma de suas postagens na quinta-feira, enquanto continuava a atacar a mídia.
O caso argentino reflete a tensão crescente entre governos, população e imprensa, onde a narrativa de segurança nacional é frequentemente utilizada para limitar o acesso à informação e ao escrutínio jornalístico.
