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Laura Fernández toma posse na Costa Rica com promessa de megapresídio e mão dura contra o crime

A politóloga Laura Fernández, de 39 anos, tomou posse nesta sexta-feira (8) como presidenta da Costa Rica, tornando-se a segunda mulher a ocupar o cargo no país. Considerada herdeira política do ex-presidente Rodrigo Chaves, ela prometeu combate implacável ao narcotráfico e ao crime organizado, incluindo a construção de um megapresídio inspirado no modelo salvadorenho do CECOT.

Por Da Redação
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Laura Fernández toma posse na Costa Rica com promessa de megapresídio e mão dura contra o crime

A politóloga Laura Fernández, de 39 anos, tomou posse nesta sexta-feira (8 de maio de 2026) como presidenta da Costa Rica, em cerimônia realizada em San José. Ela se torna a segunda mulher a chegar ao mais alto cargo do Executivo costarriquenho, assumindo o governo com uma agenda marcada pelo combate ao crime organizado e ao narcotráfico.

A segunda mulher a presidir a Costa Rica

Fernández segue os passos de Laura Chinchilla, que governou o país entre 2010 e 2014 e foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Costa Rica. Politóloga de formação, Fernández construiu sua carreira na gestão pública e se destacou como ministra no governo de Rodrigo Chaves, que encerrou seu mandato nesta mesma data.

Considerada a principal herdeira política de Chaves, Fernández adotou um discurso de continuidade e aprofundamento das políticas de seu antecessor, especialmente na área de segurança pública. Sua vitória nas urnas foi interpretada como um endosso popular ao legado do governo anterior.

Segurança pública: dados alarmantes e promessas de ação

A nova presidenta herda um cenário preocupante. Em 2025, a Costa Rica registrou a terceira maior taxa de homicídios de sua história, com 16,7 mortes por 100 mil habitantes — índice que reflete o avanço do crime organizado e do narcotráfico no país, historicamente conhecido por sua estabilidade.

Em seu discurso de posse, Fernández prometeu mão dura contra as organizações criminosas. A principal aposta de seu governo na área de segurança é a construção de um megapresídio inspirado no Centro de Confinamiento del Terrorismo (CECOT), a megaprisão erguida pelo presidente salvadorenho Nayib Bukele e que se tornou símbolo da política de tolerância zero contra gangues na América Central.

A proposta prevê uma estrutura de alta segurança capaz de abrigar um grande número de detentos de alta periculosidade, com o objetivo de desarticular redes criminosas a partir do encarceramento de suas lideranças.

Governabilidade: maioria parlamentar e Chaves no ministério

Fernández chega ao poder com uma base política sólida. Seu partido detém 31 dos 57 assentos da Assembleia Legislativa da Costa Rica, o que lhe garante maioria parlamentar e maior capacidade de aprovar reformas e projetos prioritários sem depender de coalizões complexas.

Um dos movimentos mais simbólicos de sua transição foi a nomeação do ex-presidente Rodrigo Chaves para ocupar simultaneamente os ministérios da Presidência e da Fazenda. A decisão reforça a continuidade política entre os dois governos e mantém Chaves como figura central na condução do Estado, agora em papel de apoio à sua sucessora.

Perspectivas

Com maioria no Legislativo, um aliado estratégico no coração do governo e uma agenda de segurança ambiciosa, Laura Fernández inicia seu mandato com condições políticas favoráveis. O grande desafio será transformar promessas de campanha em resultados concretos diante de uma população que cobra respostas urgentes à violência crescente — e que depositou na nova presidenta a esperança de um país mais seguro.

O risco aos direitos humanos fica evidente quando o Modelo proposto pode se tornar uma cópia de El Salvador.

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