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Sachs defende América Latina unida contra Trump: 'Ele joga pôquer e blefa — não sejamos serviçais'

O economista Jeffrey Sachs defendeu no Rio de Janeiro que os países latino-americanos atuem como bloco unido para resistir às pressões de Trump. Para ele, a região deve buscar autonomia estratégica e recusar o papel de 'serviçal' dos Estados Unidos.

Por Paulo Jesus
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Sachs defende América Latina unida contra Trump: 'Ele joga pôquer e blefa — não sejamos serviçais'

O economista norte-americano Jeffrey Sachs, professor da Universidade Columbia e um dos mais influentes pensadores em desenvolvimento global, participou nesta semana do segundo encontro da rede de Centros de Pensamento das Américas (Cepas), realizado no Rio de Janeiro, na sede do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). O evento reuniu intelectuais, acadêmicos e formuladores de políticas de diversos países da região para debater os desafios geopolíticos e econômicos impostos pelo atual cenário internacional.

Durante sua participação, Sachs fez uma análise contundente da postura do governo Trump na guerra tarifária global. Para o economista, o presidente dos Estados Unidos adota uma estratégia deliberada de intimidação e pressão que não deve ser levada ao pé da letra. “Trump joga pôquer e blefa”, afirmou Sachs, alertando que ceder às ameaças tarifárias sem resistência seria um erro estratégico grave para os países latino-americanos. Segundo ele, a política comercial agressiva de Washington é, em grande medida, uma ferramenta de coerção política, e não apenas uma disputa econômica.

O ponto central da mensagem de Sachs foi a defesa de uma América Latina mais autônoma e coesa. Ele argumentou que os países da região precisam atuar como um bloco unido para ter peso real nas negociações internacionais e resistir às tentativas de controle por parte dos Estados Unidos. “A América Latina não é serviçal dos EUA”, declarou o economista, defendendo que a região avance em autonomia estratégica — tanto no campo econômico quanto no diplomático. Para Sachs, a integração regional não é apenas desejável, mas urgente diante do atual momento de reconfiguração da ordem mundial.

A América Latina precisa retomar autonomia estratégica em relação aos EUA para poder dizer, de maneira amigável: ‘Não somos serviçais’”, declarou.

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