PM desocupa Reitoria da USP na madrugada e deixa seis feridos
Cerca de 50 policiais militares desocuparam na madrugada de domingo (10) o saguão da Reitoria da USP, ocupado por aproximadamente 150 estudantes desde quinta-feira. O DCE informou que seis pessoas ficaram feridas e foram levadas à UPA Rio Pequeno, enquanto a PM negou feridos e afirmou ter detido quatro pessoas por dano ao patrimônio público. A ocupação reivindicava melhorias no programa de permanência estudantil, nas moradias e nos restaurantes universitários.

Cerca de 50 policiais militares desocuparam na madrugada deste domingo (10 de maio de 2026) o saguão da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), que estava ocupado por aproximadamente 150 pessoas desde a quinta-feira (7). A ação resultou em seis feridos, segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), e na detenção temporária de quatro pessoas, conforme informou a Polícia Militar.
Versão do DCE
O DCE da USP afirmou que os policiais utilizaram bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e cassetetes durante a desocupação. Segundo a entidade, seis pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas à UPA Rio Pequeno. Quatro delas permaneceram internadas, sendo que uma sofreu fratura no nariz.
Versão da Polícia Militar
A Polícia Militar, por sua vez, negou que tenha havido feridos durante a operação. A corporação informou que quatro pessoas foram conduzidas ao 7º Distrito Policial por suspeita de dano ao patrimônio público, mas foram liberadas após qualificação. A PM também afirmou ter apreendido entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes no local, incluindo facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes.
Reivindicações dos estudantes
Os estudantes ocupavam a Reitoria desde quinta-feira (7) para pressionar a universidade por uma série de demandas. Entre os principais pontos da pauta estavam o aumento no valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, melhorias nas moradias estudantis e nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões.
Posição da USP
A Universidade de São Paulo declarou que não foi informada previamente sobre a operação de desocupação e lamentou os acontecimentos. Em nota, a instituição afirmou que as negociações com os estudantes chegaram a um limite, destacando que havia constituído sete grupos de trabalho e atendido diversos itens da pauta apresentada. A USP ressaltou, porém, que algumas reivindicações estavam fora do seu âmbito de atuação e que havia presença de pessoas externas à comunidade acadêmica entre os ocupantes.
Feridos e detidos
Dos seis feridos relatados pelo DCE, quatro permaneciam internados na UPA Rio Pequeno até a manhã de domingo. Um dos casos mais graves envolveu um estudante com fratura no nariz. As quatro pessoas detidas pela PM foram levadas ao 7º Distrito Policial, mas liberadas em seguida, sem que houvesse registro de prisão em flagrante.
