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Manifestação denuncia abandono de prédio destinado à economia solidária pela prefeitura de Curitiba

•Por Guilherme Araki
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Manifestação denuncia abandono de prédio destinado à economia solidária pela prefeitura de Curitiba

Foto: Reprodução

Hoje (27), foi realizada uma intervenção artística de denúncia no centro de Curitiba sobre o histórico Edifício Pires, em frente a praça Tiradentes. A manifestação teve como objetivo reivindicar a reforma do prédio, prometida pela prefeitura da cidade.

Em maio de 2025, a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (COHAB) anunciou que o prédio passaria por reformas e depois seria destinado a programas sociais. Em seguida, em setembro de 2025, a prefeitura de Curitiba anunciou que transformaria o espaço no maior centro de economia solidária do Brasil. A reforma, porém, nunca começou, e o prédio segue atualmente com visíveis sinais de abandono.

Os manifestantes realizaram intervenções culturais e falas utilizando um microfone e caixa de som. Também foram colados cartazes e realizadas escritas com tinta na fachada do prédio com dizeres como: "Aqui deveria ter gente trabalhando por relações mais justas de trabalho - mas esse imóvel foi abandonado pela prefeitura".

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A Guarda Municipal foi acionada e enquadrou os manifestantes, conduzindo dois até o 8° distrito policial para realizar um boletim de ocorrência.

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O Edifício Pires

Com a obra finalizada em 1941, o edifício sofre há décadas com sinais de abandono e falta de manutenção. Por fora, as entradas estão fechadas com tapumes e paredes de alvenaria, já cobertos por grafites e pichações. As janelas das andares superiores estão abertas e sem moldura.

A estrutura tem cerca de 620 m² e quatro andares. Os últimos registros de uso do espaço são de 2017, quando poucas lojas ainda ocupavam o térreo. Os andares superiores, que eram residenciais, já estavam desocupados há mais tempo.

No início do mês de setembro de 2026, o Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) já havia feito um ato de denúncia entrando no espaço, chamando atenção também para o problema flagrante da questão habitacional em Curitiba.

"Quando estivemos ocupando esse espaço para reivindicar o seu uso, que era para ser da economia popular e solidária, fomos atacados. Soltaram rojão para cima da gente. Recebemos avisos para sair do local e ameaças, colocando em risco nossa integridade física e a de quem defendia a ocupação", denunciou a direção do MTD Paraná.

A defesa do prédio continuar abandonado e vazio causou estranhamento e levantou suspeitas e questionamentos ao movimento sobre a quem interessaria que o espaço permanecesse como está.

A indefinição sobre a reforma anunciada pela prefeitura, que após um ano ainda não iniciou, coloca em dúvida também a futura destinação do espaço. Enquanto o projeto não sai do papel, o edifício histórico no centro de Curitiba, permanece abandonado e sem utilidade.

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