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Por que saber mais de comunicação política é tão importante

Por Luciana Panke
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Por que saber mais de comunicação política é tão importante

Como amo comunicação social, sei que sou suspeita ao dizer que todos os temas referentes a ela são interessantes. Entretanto, uma parte sempre me chamou atenção: a comunicação política. Eu ficava me perguntando sobre o porquê das pessoas conseguirem convencer outras a votar nelas a partir do discurso. Especialmente em ano eleitoral é fundamental ficar atento ao que recebemos de informação e de propaganda pelos mais diversos meios.

Assim, fico muito feliz em dizer que o Grupo de Pesquisa Comunicação Eleitoral (CEL), vinculado ao Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Paraná, passará a comentar comunicação, informação e fatos políticos aqui no site. O grupo, chamado carinhosamente de CEL, foi fundado há 15 anos e faz parte das nossas comemorações ter mais este canal com pessoas fora do meio acadêmico. Acreditamos que é uma das funções da universidade fazer ciência para melhorar a vida das pessoas. Entender de política melhora sua vida à medida em que as suas escolhas são mais conscientes.

Para começar, a primeira reflexão é que a comunicação é uma atividade inerente aos humanos. Não se vive sem contato com o mundo e as outras pessoas. Partindo desse pressuposto, a comunicação é uma necessidade básica. Esse ponto de vista, baseado na corrente biológica, argumenta que a comunicação é necessária para a sobrevivência e a perpetuação da espécie. No sentido etimológico, comunicar adquire o sentido de comunidade, ou seja, tornar comum algo a todos. Isso leva o ato de comunicar a sinônimo de participação, o que pode gerar interação.

A sociologia acredita que a comunicação é o elemento desencadeador e delimitador da interação social. Com ela, divulgam-se as regras sociais estabelecidas. E a antropologia a vê como formadora de cultura. O behaviorismo interpreta a comunicação como um processo modelador do comportamento. E a filosofia, na corrente naturalista, admite que o ato de comunicar só é possível porque os sujeitos possuem estruturas física e intelectual semelhantes e se encontram na mesma realidade. Como é possível perceber, o estudo da comunicação transcorre com a colaboração de outras ciências.

Desde que acordamos realizamos alguma atividade ligada à comunicação. Por isso, ela pode também ser classificada como interpessoal e impessoal. A comunicação interpessoal é conteúdo garantido nos debates sobre relacionamentos afetivos, familiares e pessoais, bem como em inúmeras obras que oferecem um bê-a-bá ou fórmulas mágicas para as pessoas interagirem melhor. Não que algumas dicas não sejam válidas, entretanto, a eficiência na comunicação é resultado de uma série de fatores psicológicos, culturais, linguísticos, situacionais, só para citar alguns.

Num segundo estágio, a comunicação passa a ser impessoal enquanto um fenômeno de massa, ou seja, a mesma mensagem é transmitida a milhares de pessoas simultaneamente. Nessa perspectiva, inserem-se as discussões acerca da informação e da desinformação, como consequências possíveis devido à massificação. Nas redes sociais digitais as interações feitas entre pessoas (des) conhecidas transformaram a maneira de se comunicar, pois em certas situações há uma suposta interação a partir de comentários e compartilhamentos por exemplo, mas nem por isso são comunicações pessoais não mediadas. Além disso, a internet potencializou algo que existe há muito tempo: a mentira e a fofoca. As notícias falsas, as montagens com IA e outras intervenções tornam o espaço online mais perigoso ainda. Em ano eleitoral, especialmente, isso tende a aumentar.

Creio que até agora já foi muita “comunicação” para um pequeno espaço! Então, encerro por aqui, e na sequência, eu e o time CEL traremos outros temas de interesse. De qualquer forma, lembre-se que a política é fundamental na vida de todo mundo. Não participar dela é um risco danado. Se você tiver algum comentário ou sugestão é só entrar em contato.

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